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Parceiro MDA e Instituto Zeca Pagodinho treinará comunidade em unidades agroecológicas, produzindo alimentos saudável, implantando hortas comunitárias e praticando economia solidária. (149 caracteres)
Para promover a sustentabilidade e a segurança alimentar, as hortas comunitárias em Xerém, no distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, serão expandidas por meio de parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Instituto Zeca Pagodinho (IZP) e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
O projeto visa ampliar o acesso à alimentação saudável e fortalecer o vínculo entre a comunidade e a produção agrícola local. Além disso, a iniciativa busca expandir os jardins comunitários para incentivar a participação ativa dos moradores na promoção da agroecologia e no cultivo de alimentos frescos e orgânicos.
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O propósito é empoderar a comunidade na agricultura urbana e periurbana, beneficiando diretamente cerca de 100 famílias. A região abriga o projeto ‘Formação e Implantação de Unidades Pedagógicas e Solidárias em Agricultura Urbana e Periurbana’, conduzido pela UFRRJ em parceria com o IZP, a Embrapa e a Organização Cidades Sem Fome. A meta do acordo recentemente firmado é oficializar a colaboração das instituições com o projeto da UFRRJ. O ministro Paulo Teixeira enfatizou a relevância das parcerias no combate à fome no Brasil.
Zeca Pagodinho contribui com sua influência para que todo o país possa reproduzir iniciativas como essa e, em um curto prazo, possamos erradicar a fome no Brasil, garantindo comida abundante e de qualidade nas mesas, resgatando a cultura alimentar nacional. A professora do Departamento de Ciências Econômicas do Instituto Multidisciplinar da UFRRJ e coordenadora-geral do projeto, Betty Rocha, mencionou a intenção de expandir a atuação para outros municípios da Baixada Fluminense, visando se tornar um modelo nacional a longo prazo.
A intenção é colaborar com a Embrapa para fortalecer a produção agroecológica e enfatizar a importância da alimentação saudável, da produção de alimentos nos quintais, das hortas comunitárias, do trabalho e das práticas da economia solidária para promover a segurança alimentar. O reitor da UFRRJ, Roberto Rodrigues, destacou que este é um projeto de grande impacto social e o primeiro passo dado no IZP. Para a universidade, é mais um projeto que envolve alunos e alunas, aplicando na prática o que aprendem em sala de aula; é uma iniciativa sólida de extensão que também integra pesquisa e ensino.
Dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Penssan) revelam que quase 3 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar no Rio de Janeiro. O projeto da UFRRJ concentra-se na população em situação de vulnerabilidade social em Xerém, o maior distrito de Duque de Caxias, com potencial para a agricultura urbana e periurbana. Um grupo de 40 famílias associadas ao IZP já cultivava algum tipo de alimento em seus quintais desde o início da pandemia, não apenas para suprir a escassez de comida, mas também como terapia ocupacional e pela utilização de plantas medicinais.
Por meio da parceria, parte dos recursos do MDA foi descentralizada para que a UFRRJ implementasse ações destinadas ao desenvolvimento da agricultura urbana e periurbana na região, por meio de um termo de execução descentralizada. A primeira etapa do projeto consiste em elaborar um diagnóstico das experiências locais de agricultura urbana, por meio de oficinas com a comunidade e pesquisas de campo. Após essa avaliação, serão oferecidos cursos de formação e capacitação para as famílias que desejam se envolver.
Fonte: @ Agencia Brasil