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De janeiro a maio, em São Paulo, foram apreendidos 2.509 aparelhos furtados/roubados. Só 1.025 foram identificados e devolvidos, representando 41% – operações de Mobile, trabalho investigativo, prazo: aprox. 90 dias, procedimento judicial, Imei, identificação, destrução de restantes.
(AGÊNCIA BRASIL) – Uma pesquisa recente revelou que a maioria dos celulares furtados e posteriormente localizados pela polícia na região metropolitana de São Paulo não são restituídos aos proprietários, de acordo com informações da administração de Bruno Covas (PSDB) – que apontou a falta de registro como um dos motivos para a baixa taxa de devolução.
No entanto, é importante ressaltar que a situação não é exclusiva da capital paulista, já que em outras cidades do Brasil o cenário é semelhante, com telefones perdidos ou roubados frequentemente não retornando para seus legítimos donos, o que evidencia a necessidade de um maior cuidado por parte dos usuários e uma maior eficiência nos processos de recuperação de celulares.
Celulares: Apreensões e Devoluções
De janeiro a maio, foram apreendidos 2.509 telefones furtados ou roubados na capital paulista, mas somente 1.025 retornaram aos proprietários, representando 41% do total. Esse número é menor que os 46% registrados no mesmo período do ano anterior, conforme dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública).
A quantidade de aparelhos recuperados é parte da Operação Mobile, uma iniciativa do governo estadual para combater o roubo de celulares. Esta operação tem sido fundamental para concentrar as devoluções aos donos.
A secretaria mencionou que alguns telefones podem ser entregues aos proprietários pela polícia fora da operação, mas não há informações disponíveis sobre esses casos.
Para garantir a devolução segura, é essencial a identificação do Imei, que é como um RG do aparelho. Quando o Imei é alterado de forma criminosa, dificulta a identificação da origem do dispositivo.
A Polícia Civil destaca que a apreensão de um celular envolve um trabalho investigativo para identificar o dono e proceder com a devolução. Em situações em que o aparelho é usado em crimes, ele permanece apreendido por cerca de 90 dias, conforme o artigo 123 do Código de Processo Penal, como prova até a conclusão do inquérito e decisão judicial.
A polícia utiliza todos os recursos disponíveis para contatar os donos dos celulares, inclusive através de intimação judicial. Caso o proprietário não compareça, é iniciado um procedimento e o aparelho é encaminhado ao Judiciário para ser destruído.
Embora São Paulo demonstre esforços no combate a esse crime, ainda falta investimento estruturado para aprimorar o processo de mapeamento do Imei. Segundo Carolina Ricardo, do Instituto Sou da Paz, o estado carece de um sistema automatizado, ao contrário do Piauí, que se destaca na recuperação de celulares.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, determinou a incorporação das práticas do Piauí no novo programa federal, o Celular Seguro. O estado nordestino tem sido elogiado pelos resultados significativos na recuperação de celulares.
O superintendente de Operações Integradas da Secretaria da Segurança Pública do Piauí, delegado Matheus Zanatta, ressaltou que o combate ao roubo de celular é uma prioridade. O projeto do estado tem três vertentes, sendo a primeira focada em ações operacionais para coibir o crime.
Fonte: © Notícias ao Minuto