ouça este conteúdo
Desde 2022, start-up suíça de biotecnologia testa clínicamente ACI-24.060 (anti-beta-amiloide) globalmente. Desde último ano, testa também ACI-35.030 (anti-proteína Tau) em terceira fase. Resultados deste ano, mais significativos, do ensaios atuais da vacina; tempo para completar resposta de anticorpos: 2022-2023 (anti-beta-amiloide e anti-proteína Tau).
Recentemente, foi divulgada uma nova descoberta promissora no campo da saúde cerebral: uma vacina contra Alzheimer que pode revolucionar o tratamento da doença. Essa inovação traz uma nova perspectiva para pacientes e profissionais da área, oferecendo a possibilidade de retardar a progressão do Alzheimer de forma eficaz.
Essa injeção intramuscular promete estimular o sistema imunológico de forma semelhante a um imunizante, contribuindo para a desaceleração do declínio cognitivo associado ao Alzheimer. A vacina contra Alzheimer representa um avanço significativo na luta contra essa condição debilitante, trazendo esperança para milhões de pessoas em todo o mundo.
Vacina contra Alzheimer: Ensaios Clínicos Globais em Andamento
Em meio aos ensaios clínicos globais para a vacina contra Alzheimer, o Brasil desponta como um dos países considerados para participar desses estudos. Andrea Pfeifer, co-fundadora e presidente da AC Immune, destacou a importância do Brasil nesse cenário. A startup suíça de biotecnologia tem se dedicado ao desenvolvimento de imunoterapias, como o ACI-24.060 (anti beta-amiloide) e o ACI-35.030 (anti proteína Tau), ambos estudados para retardar a progressão do Alzheimer em seus estágios iniciais.
As injeções intramusculares desses imunizantes têm sido elogiadas por sua facilidade de administração e baixo custo, além de relatos de poucos efeitos colaterais significativos. Com a terceira fase dos ensaios clínicos se aproximando, a expectativa é que o Brasil desempenhe um papel crucial nesse processo. Segundo Pfeifer, a fase global dos testes está prevista para 2026, com potencial antecipação dependendo dos resultados deste ano.
A segurança e eficácia da vacina têm sido pontos de destaque nos ensaios clínicos, com relatos de ausência de inflamações ou hemorragias associadas à sua aplicação. O Brasil, com sua significativa população afetada pela doença de Alzheimer, representa um ambiente propício para a realização desses estudos, contando com centros de pesquisa renomados que podem contribuir para a conclusão bem-sucedida dos ensaios.
Estimativas da Abraz apontam para um cenário global de aproximadamente 35,6 milhões de pessoas com Alzheimer, sendo quase 1 milhão apenas no Brasil. Com a vacina demonstrando a produção de anticorpos contra a proteína beta-amiloide, responsável pelo avanço da doença, as expectativas são altas para os resultados dos testes. A publicação dos resultados preliminares está prevista para agosto, com projeções de resultados mais significativos após um ano de acompanhamento.
A resposta de anticorpos e o impacto da vacina serão avaliados ao longo do tempo, com a expectativa de aceleração do ensaio clínico em caso de resultados promissores. O investimento da farmacêutica Takeda na AC Immune para o desenvolvimento da vacina reflete o interesse crescente na imunoterapia ativa como abordagem terapêutica. Com a colaboração de diversos países, incluindo o Brasil, os esforços para combater o Alzheimer ganham cada vez mais relevância e urgência.
Fonte: © Notícias ao Minuto