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Tini não pode ser diretor ou conselheiro fiscal de empresas abertas dependentes de CVM registro autorização, durante 60 meses. Proibida: julgamentos, divulgações, informações relevantes, conselhos, uso privilegiado, insider trading, entidades de distribuição, pessoas-chave, acionistas principais.
O empresário Silvio Tini de Araújo, conhecido por sua atuação em conselhos de empresas de destaque, foi recentemente inabilitado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por um período de 5 anos, devido à sua participação em um caso de divulgação de informação relevante sobre a Alpargatas no ano de 2017.
Esse episódio ressalta a importância da transparência e ética no mercado financeiro, combatendo práticas como o insider trading, que prejudicam a igualdade de condições entre os investidores. A CVM reforça seu compromisso em punir aqueles que se envolvem em informação privilegiada, garantindo a integridade e confiabilidade das operações no mercado de capitais.
Decisão Judicial sobre Caso de Insider Trading na Alpargatas
Tini, um dos principais empresários acionistas da Alpargatas e membro de destaque do conselho de administração da empresa, foi alvo de um julgamento relevante. A decisão proferida determinou que Tini ficasse impossibilitado de exercer, por um período de 60 meses, qualquer cargo de administrador ou conselheiro fiscal em companhias abertas, entidades do sistema de distribuição ou outras entidades que necessitem de autorização de registro na CVM.
No mesmo julgamento, foram citados Caio Galli Carneiro, operador da Bradesco S.A. Corretora, e Júlio César da Silveira Rossi, ex-colega de mesa de Galli. Ambos foram condenados a pagar multas no valor de R$ 200 mil cada, devido ao uso de informação privilegiada (insider trading) em transações envolvendo ações da Alpargatas. Caio Galli Carneiro é identificado como a pessoa para quem Tini teria repassado a informação relevante.
A relevância desse julgamento vai além do aspecto financeiro, pois destaca a importância da transparência e ética no mercado de capitais. A divulgação de informação privilegiada pode impactar diretamente a integridade do sistema financeiro e a confiança dos investidores. É fundamental que os membros de conselhos de administração e acionistas principais ajam com responsabilidade e respeito às regras estabelecidas.
A atuação da CVM e de outras entidades reguladoras é essencial para garantir a lisura e a equidade no mercado de capitais. A punição de práticas como o insider trading serve como um alerta para aqueles que buscam se beneficiar de forma indevida de informações privilegiadas. A transparência e a divulgação adequada de informação relevante são pilares fundamentais para a manutenção da confiança e da credibilidade no ambiente empresarial e financeiro.
Fonte: @ Valor Invest Globo