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Ministério do Meio Ambiente divulgou dados de queda em alertas do Deter: 24,3% em 11 meses, 52% em altas e 25,2% em declínio; índices de 69,5%, 36,8%, 13,5%. Trabalham em acordo.
Recentemente, foi divulgado um relatório alarmante sobre a situação do desmatamento na Amazônia. Segundo os dados mais recentes, houve uma redução de 51,1% nos alertas de desmatamento entre agosto de 2023 e junho de 2024, em comparação com o período anterior. Mesmo com essa queda significativa, a área desmatada ainda atingiu a marca de 3.644 km², evidenciando a urgência de ações para conter essa prática nociva.
A destruição causada pelo desmatamento na Amazônia não pode ser subestimada, pois tem impactos devastadores no ecossistema e na biodiversidade da região. É crucial que medidas efetivas sejam implementadas para combater a destruição ambiental e promover a preservação das florestas tropicais, garantindo um futuro sustentável para as gerações futuras.
O desmatamento e a destruição ambiental
Em contrapartida, a destruição ambiental no Cerrado teve um aumento de 14,6% no mesmo período, resultando em 6.571 km² de devastação. Os dados divulgados nesta quarta-feira, 3, pelos Ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, coletados pelo Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), revelaram um panorama preocupante. O sistema de monitoramento via satélite reuniu informações entre agosto de 2023 e junho deste ano.
Queda nos indicadores de desmatamento
A queda do desmatamento na Amazônia foi significativa, com resultados expressivos em quatro Estados-chave: Pará (47,3%), Mato Grosso (53,3%), Amazonas (55,7%) e Rondônia (66,7%). Além disso, o bioma registrou uma queda de 59,3% nos 70 municípios prioritários identificados pelo Ministério do Meio Ambiente. João Paulo Capobianco, secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, destacou que a diminuição do desmatamento foi observada em todos os Estados da região.
O Cerrado e suas oscilações
Enquanto a Amazônia comemora os avanços, o Cerrado enfrenta desafios. O segundo maior bioma do Brasil viu uma queda de 24,3% no desmatamento em junho deste ano, mas apresentou altas nos últimos quatro meses do ano passado em comparação com 2022. Bahia, Tocantins, Maranhão e Piauí tiveram variações distintas, com destaque para as altas de 69,5%, 36,8% e 13,5%, respectivamente. Marina Silva ressaltou o compromisso em estabelecer um pacto pelo Cerrado.
Resultados na Mata Atlântica
Os dados da Mata Atlântica, obtidos por meio do satélite Prodes, mostraram uma redução de 25,2% no desmatamento em 2023 em relação a 2022. A série histórica iniciada em 2019 revela que a queda registrada no ano passado foi a maior até o momento. Os números de 2024 ainda não foram disponibilizados, mas a tendência positiva é evidente.
Greve do Ibama e ação da AGU
A ministra Marina Silva abordou a greve dos servidores do Ibama e a ação da AGU para suspendê-la. A judicialização das paralisações foi uma iniciativa exclusiva da AGU, enquanto o Ministério do Meio Ambiente mantém um diálogo contínuo com os servidores. A greve, iniciada em 24 de junho, ocorre após seis meses de negociações em busca de melhorias nas carreiras dos órgãos ambientais federais.
Fonte: @ Terra