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Taxas aos super-ricos prioritários no Brasil. Consenso de 23 líderes: bancos centrais, ministros e presidentes, novas fontes de financiamento. Transição ecológica, combate à pobreza, pressão social. Mencionam compromisso fiscal, soberania, cooperação, mecanismos contra fiscal elision. Práticas fiscais potencialmente prejudiciais discutidas.
A discussão sobre a necessidade de impostos sobre os super-ricos ganha cada vez mais destaque, especialmente diante dos desafios ambientais urgentes que precisamos enfrentar. O ministro da Economia, Maria Silva, destacou a importância de garantir uma contribuição fiscal justa por parte daqueles que possuem grandes fortunas, durante a reunião internacional realizada em Paris.
É crucial que a questão da taxação dos super-ricos seja abordada de forma séria e eficaz, a fim de promover uma distribuição mais equitativa da riqueza e garantir uma maior contribuição fiscal para o desenvolvimento sustentável. A proposta de aumentar os impostos sobre os mais abastados tem recebido apoio de diversos setores da sociedade, demonstrando a crescente conscientização sobre a necessidade de promover uma justiça tributária mais ampla e eficiente.
Reunião consensual de 23 ministros e presidentes de bancos centrais
As demandas por financiamento e por novas fontes de financiamento para a transição ecológica e o combate à pobreza têm crescido no mundo. A pressão social em torno dessa agenda também irá crescer’, afirmou o ministro. Ele já havia informado que alcançou um entendimento para que os textos das declarações incluam o reconhecimento da importância da taxação dos super-ricos. Em novo pronunciamento, pouco antes da divulgação dos documentos pactuados, ele destacou as menções explícitas ao tema.
É crucial que todos os contribuintes, incluindo os indivíduos com patrimônio líquido extremamente elevado, contribuam com sua parte justa nos impostos. A elisão fiscal agressiva ou a evasão fiscal desses indivíduos podem minar a justiça dos sistemas fiscais, resultando em uma tributação progressiva menos eficaz, conforme aponta o Comunicado da Trilha de Finanças do G20. O documento reforça a necessidade de cooperação para garantir que os super-ricos sejam tributados de forma efetiva, sem comprometer a soberania fiscal.
A taxação dos super-ricos é uma pauta prioritária para o Brasil, que preside o G20. Segundo Haddad, o conteúdo dos textos aprovados em consenso superou as expectativas iniciais, sendo uma vitória importante do país e da comunidade internacional. Agora, o tema está oficialmente documentado entre as 20 nações mais ricas do mundo, o que representa um avanço significativo.
Com as declarações aprovadas, a taxação dos super-ricos deixa de ser uma pauta exclusiva do Brasil e passa a ser uma questão global, incluída na agenda internacional. O governo brasileiro continuará defendendo essa causa, inclusive no diálogo com a África do Sul, que assumirá a presidência do grupo em breve.
Além disso, o ministro destacou a importância de reuniões com organizações como a OCDE e a ONU, que têm grupos de trabalho dedicados à tributação justa. Ele ressaltou a necessidade de agregar conhecimento acadêmico para implementar medidas eficazes. Haddad mencionou também a importância de temas como o combate à fome, à pobreza e às desigualdades, bem como a ampliação do financiamento para a transição ecológica.
Fonte: @ Agencia Brasil