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Ministro pede aceleração no debate sobre empregos mantidos: manutenção, trabalho, construção. Alternativa: saúde financeira. Apoio: empresas, mecanismos. Pagamento: folha salarial, despesas mensais. Reerguimento: recuperação.
O apoio às empresas do Rio Grande do Sul é uma prioridade para o governo federal, conforme destacou o ministro extraordinário da Reconstrução do estado, Paulo Pimenta, em declaração recente. Buscando maneiras legais de oferecer suporte financeiro, o objetivo é evitar demissões e garantir a estabilidade econômica das companhias afetadas pelas recentes intempéries.
As empresas no estado podem contar com medidas concretas de apoio, conforme afirmou Paulo Pimenta. A busca por alternativas viáveis demonstra o comprometimento do governo em auxiliar as empresas afetadas a superarem os desafios enfrentados. O suporte financeiro é essencial para a recuperação econômica e a manutenção dos empregos, sendo uma prioridade para o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul.
Apoio às empresas no estado do Rio Grande do Sul
‘Temos que criar uma solução para a manutenção da estabilidade financeira das empresas e, sobretudo, para a preservação dos empregos’, afirmou Pimenta, em declaração ao CanalGov, durante sua visita à cidade de Muçum, no Vale do Taquari, uma das áreas fortemente impactadas pelos efeitos negativos das recentes precipitações no estado.
‘Nesta semana, iremos intensificar as discussões sobre a preservação dos postos de trabalho‘, disse Pimenta, acrescentando que tem discutido o assunto com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
‘Já realizamos diversas reuniões e fechamos acordos com empresas e setores, com o intuito de encontrar mecanismos que assegurem a manutenção dos empregos e, ao mesmo tempo, buscar o apoio previsto pela legislação para que as empresas recebam do governo federal, a fim de não desfazerem o vínculo empregatício com seus colaboradores’, acrescentou Pimenta antes de listar uma série de medidas já anunciadas pelo governo federal, como as linhas de crédito operadas por bancos públicos com taxas de juros inferiores à inflação.
‘Completamos [na semana passada] 30 dias [desde o início das chuvas]. Muitas empresas não puderam operar, permaneceram fechadas durante todo o mês de maio. Existem empresas ainda sem acesso à água, à eletricidade, sem condições de operar, e que precisam honrar a folha salarial; que têm suas despesas mensais. Precisamos encontrar uma alternativa para a manutenção da saúde financeira dessas empresas e, principalmente, para a preservação dos empregos’, concluiu o ministro.
Segundo o prefeito de Muçum, Mateus Trojan, o apoio do governo federal e estadual às empresas é crucial para evitar a crise econômica e social no estado.
‘É essencial termos um cuidado especial para conseguirmos superar este novo evento climático, incentivando as pessoas a permanecerem aqui, na cidade, na região e no estado. Caso contrário, infelizmente, teremos uma grande saída em massa e uma empobrecimento da cidade’, afirmou Trojan, ressaltando que o fato do estado enfrentar a terceira grande catástrofe ambiental em menos de um ano ‘restringe a capacidade estrutural pública, empresarial e das famílias de se endividarem’.
‘Por isso, as linhas de crédito já anunciadas serão essenciais para o reerguimento, a recuperação das empresas.’ Nesta segunda-feira (3), Pimenta deve vistoriar o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, acompanhado por técnicos do Ministério de Portos e Aeroportos e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Afetado pelas chuvas, o terminal está fechado desde o dia 3 de maio, com parte das instalações ainda inundadas. Ainda de acordo com o ministro, um dos temas prioritários desta semana será a ampliação emergencial do número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS), visto que diversos hospitais públicos estão comprometidos.
Fonte: @ Agencia Brasil