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Nota: Tribunal rejeita comentários misóginos do magistrado, investigará prática generalizada de opiniões preconceituosas contra feministas. (139 caracteres)
‘Deixe-me esclarecer que em nenhum momento houve a intenção de menosprezar.’ Foi o que declarou o juiz Luis Cesar de Paula Espindola, do Tribunal de Justiça do Paraná, em comunicado, ao surgir um vídeo de uma audiência em que ele menciona que ‘as mulheres estão desesperadas por atenção dos homens’.
É fundamental que um magistrado mantenha a imparcialidade em suas declarações públicas. O papel do juiz é crucial para garantir a justiça e a equidade no sistema judiciário.
Juiz Critica Discurso Feminista em Caso de Assédio
Ao analisar um caso de medida protetiva envolvendo uma menina de 12 anos que se sentiu assediada por um professor, o juiz fez críticas ao ‘discurso feminista’, alegando que atualmente são as mulheres que estão perseguindo os homens. Em uma declaração publicada no site do Tribunal, o magistrado afirmou que sempre defendeu a igualdade de gênero, mas suas palavras geraram controvérsia.
Repercussão e Investigação sobre Comentários do Juiz
O Tribunal emitiu uma nota separada, distanciando-se dos comentários feitos pelo juiz e anunciando uma investigação preliminar. A Comissão de Igualdade e Gênero do TJ/PR também se manifestou, repudiando o episódio e destacando a necessidade de combater práticas discriminatórias e preconceituosas.
Opiniões Misóginas e Práticas Discriminatórias em Destaque
O incidente em questão expõe a persistência de opiniões preconceituosas, conceitos misóginos e hábitos discriminatórios dentro desse setor específico da sociedade. A Comissão enfatizou a gravidade dessas atitudes desrespeitosas e predatórias contra mulheres, crianças e adolescentes, ressaltando a urgência de mudança e conscientização.
Antecedentes do Juiz e Posicionamento Institucional
Vale lembrar que o mesmo desembargador já foi condenado, em 2023, pela lei Maria da Penha, por violência doméstica contra familiares. As notas públicas emitidas pelo Tribunal demonstram a postura institucional de repúdio a qualquer forma de discriminação, reforçando o compromisso com a igualdade e o respeito.
Fonte: © Migalhas