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História de medo e resistência na ditadura inicial. Central Telefônica do DTUI, revista domiciliar da UnB, Polícia, Exército: lençóis de Unisão em Central, militares cercavam Universidade de Brasília. Obra traz termos daquele tempo: Polícia, Exército, DTUI, Central Telefônica, revista domiciliar, lençóis, Universidade de Brasília, militares.
Em breve, chegará às prateleiras o livro intitulado 1964 – Eu Era Criança e Vivi, uma obra da Caravana Grupo Editorial que promete surpreender os leitores. A narrativa apresenta uma abordagem única sobre a ditadura civil e militar no Brasil, trazendo à tona memórias e reflexões de indivíduos que vivenciaram aquele período conturbado. Através dessas páginas, os leitores serão transportados para uma jornada repleta de emoções e descobertas.
Os relatos presentes nessa publicação são verdadeiros tesouros históricos, oferecendo uma visão íntima e pessoal de um capítulo marcante da nossa história. Cada página revela detalhes e experiências únicas, proporcionando uma imersão profunda na realidade daqueles que testemunharam de perto os acontecimentos que moldaram o Brasil. Não perca a oportunidade de se envolver com essas histórias fascinantes e enriquecedoras.
Livro: Relatos de um período conturbado
Os 19 depoimentos presentes na publicação oferecem um olhar detalhado sobre os atos golpistas e suas consequências para as famílias que tinham crianças entre 6 e 14 anos na época. Além das histórias do cotidiano doméstico, como o estoque de alimentos e a precaução de manter as luzes apagadas, o livro traz relatos marcantes que revelam a atmosfera de medo e incerteza daquele período.
Central Telefônica do DTUI: Um ponto estratégico
O depoimento de Luiz Philippe Torelly, presente no livro, destaca a ocupação da Central Telefônica do DTUI por blindados e ninhos de metralhadora durante o golpe militar de 1964. Essa ação estratégica gerou tensão e preocupação, como descrito por Torelly, ilustrando a atmosfera de instabilidade da época.
Relatos marcantes: Vivências sob a ditadura
Rita Nardelli, uma das organizadoras da publicação, ressalta a importância dos relatos das pessoas que sofreram diretamente com a ditadura. O livro traz depoimentos impactantes, como o da jornalista Mônica Maria Rebelo Velloso, que descreve a perseguição e o sofrimento de sua prima, vítima da repressão e de tragédias pessoais.
Resistência e preservação: O papel dos livros
Dentre os depoimentos, há narrativas sobre a resistência à censura e à perseguição, incluindo casos de pessoas que queimaram livros considerados ‘subversivos’ para evitar represálias. Outros relatos emocionantes mostram como indivíduos conseguiram salvar obras preciosas, despistando militares em revistas domiciliares.
Salvando a cultura: Estratégias criativas em tempos sombrios
Sônia Pompeu, filha do jornalista Pompeu de Sousa, compartilha no livro sua experiência de salvar livros da Biblioteca da UnB durante a ditadura. Com coragem e astúcia, sua mãe conseguiu enganar os militares que cercavam a universidade, garantindo a preservação dessas obras importantes para a cultura e a educação.
Impacto na infância: A politização precoce
Márcio Vianna, outro organizador da publicação, destaca como os primeiros anos da ditadura influenciaram a formação política de crianças e adolescentes. Os relatos coletados revelam como a perseguição e a repressão moldaram a visão política de jovens que viveram esse período conturbado.
Fonte: @ Agencia Brasil