Liberação de mosquitos com a bactéria Wolbachia ajuda a impedir a replicação do vírus da dengue segundo o World Mosquito Program.
O surto de dengue atinge níveis alarmantes em diversas regiões do Brasil. As autoridades de saúde estão em alerta para conter a propagação do vírus transmitido pelo mosquito aedes. É crucial que a população esteja atenta aos sintomas da dengue e adote medidas preventivas para combater a proliferação do vetor.
A febre quebrada é um dos sintomas característicos da dengue, uma arbovirose transmitida principalmente pelo mosquito aedes. Essa doença viral pode levar a complicações graves, por isso é essencial buscar assistência médica ao surgirem os primeiros sinais de infecção. A prevenção é fundamental para evitar a propagação da dengue e proteger a saúde da comunidade.
Avanços no Combate à Dengue
Além das medidas tradicionais de combate ao Aedes aegypti para prevenir a disseminação da dengue, as autoridades sanitárias têm recorrido a uma alternativa inovadora: o Método Wolbachia, uma abordagem promissora no controle de arboviroses.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em colaboração com governos locais e o World Mosquito Program (WMP), vem liderando essa iniciativa global sem fins lucrativos. O método consiste na liberação de mosquitos com a bactéria Wolbachia, que interfere na replicação do vírus da dengue, Zika e Chikungunya, reduzindo a transmissão dessas doenças.
Essa estratégia não envolve modificação genética dos mosquitos, mas sim a introdução da Wolbachia, uma bactéria naturalmente presente em outros insetos, nos Aedes aegypti. Isso cria uma barreira para a replicação viral, como uma forma de ‘vacinação’ dos mosquitos.
O processo é autossustentável, uma vez que as fêmeas transmitem a bactéria para sua prole, tornando-se uma intervenção de longo prazo para o controle da dengue. A liberação dos mosquitos pode ser feita com os adultos nas áreas afetadas, assim como com os ovos.
No Brasil, a ação tem sido implementada em diversas localidades, como Rio de Janeiro, Niterói, Campo Grande, Belo Horizonte e Petrolina, com o apoio financeiro do Ministério da Saúde. A expectativa é expandir para municípios como Joinville, Londrina, Foz do Iguaçu, Presidente Prudente, Uberlândia e Natal, nos próximos meses.
O método já tem demonstrado resultados positivos, em um momento em que o país enfrenta um aumento alarmante de casos de dengue. De acordo com o painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde, o Brasil já registrou mais de 3 milhões de casos da doença apenas nos primeiros meses deste ano, quase dobrando o total de 2023.
Com 1.344 mortes confirmadas e um número expressivo de casos ainda sob investigação, a dengue continua representando um desafio para a saúde pública. Porém, as perspectivas com a implementação do Método Wolbachia oferecem uma nova esperança no combate efetivo a essa arbovirose devastadora.
Fonte: @Olhar Digital