Mais de 33 mil palestinos mortos, 75.600 feridos, em ofensiva terrestre. Hamas é o líder em último reduto. Ministério da Saúde reporta marco na guerra.
As tropas israelenses finalizaram a retirada de suas forças da cidade de Khan Younis, situada no sul de Gaza, marcando o encerramento de uma etapa importante na ofensiva contra o grupo militant Hamas e reduzindo significativamente a presença militar no território, em um dos momentos menos intensos desde o início do conflito, agora há seis meses.
Ainda assim, a decisão de diminuir a quantidade de soldados em solo palestino não significa o fim do conflito, podendo abrir margem para uma nova investida do Hamas ou de outros grupos extremistas. A retirada estratégica das forças militares pode representar um momento de trégua, mas não garante a cessação completa dos ataques na região, mantendo a população local em alerta constante.
Planejamento da Ofensiva Terrestre do Exército de Israel
As autoridades da defesa anunciaram no domingo (7) que as tropas estavam se reagrupando, em preparação para a fase chave da ofensiva terrestre contra o último reduto do Hamas em Rafah. Israel vinha prometendo há semanas um ataque terrestre em Rafah, apesar da densa presença de tropas na cidade, que abriga mais de metade da população de Gaza.
Repercussão Global da Ofensiva Israelense
A perspectiva de uma ofensiva provocou alarme internacional, incluindo dos EUA, principal aliado de Israel, que exigiu um plano credível para proteger os civis. No entanto, a retirada das tropas representou um marco importante, marcando seis meses de combates intensos entre Israel e o Hamas.
Continuação das Operações Direcionadas em Gaza
Oficiais militares revelaram que uma ‘força significativa’ permaneceu em Gaza para prosseguir com as operações direcionadas, incluindo em Khan Younis, cidade natal do líder do Hamas, Yehya Sinwar. O Ministério da Saúde de Gaza relatou que o número de palestinos mortos na incursão ultrapassou 33 mil, com outras 75.600 pessoas feridas.
Balanço das Vítimas e Desenvolvimento do Conflito
O Ministério da Saúde de Gaza não diferencia entre civis e combatentes em suas estatísticas, destacando que mulheres e crianças compõem a maior parte dos mortos. O conflito teve início em 7 de outubro, quando militantes liderados pelo Hamas atacaram o sul de Israel, resultando na morte de cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, e mais de 250 reféns.
Fonte: © G1 – Globo Mundo