Livro “Whole Earth Catalog”: publicação grande com ideias da contracultura. Manual de instruções e enciclopédia. Ideias comunidade, aspirar reinventar civilização. Coletar informações, ferramentas, Nasa. Subtítulo: acesso imagens Terra planetas. Ideal, contracultura, inspirar.
Na era atual, o Catálogo Terra-Integral ressurge como uma fonte de inspiração para aqueles em busca de conhecimento e conexão com a natureza. Assim como o Whole Earth Catalog foi para Steve Jobs, o Catálogo Terra-Integral se torna uma referência para uma nova geração em busca de respostas e soluções para os desafios do mundo contemporâneo.
Com uma proposta grande e ideal, o Catálogo Terra-Integral busca reinventar a maneira como interagimos com a Terra e seus recursos. Seja como uma enciclopédia moderna ou um manual para a comunidade global, essa publicação promete coletar e compartilhar informações valiosas para aqueles que compartilham da mesma aspiração de construir uma civilização mais sustentável e consciente.
Catálogo Terra-Integral: Uma Jornada Inspiradora
‘Era como o Google em versão de papel, 35 anos antes que o Google chegasse’, elucidou o venerado cofundador da Apple e pioneiro da computação pessoal. ‘Era um idealista Catálogo Terra-Integral, repleto de ferramentas bem projetadas e grandes ideias.’ A publicação também transformou a vida do eminente médico epidemiologista Larry Brilliant, que mergulhou no livro na década de 1960. Brilliant, além de filantropo e especialista em tecnologia, viu no Catálogo Terra-Integral uma fonte de inspiração.
‘A internet, para nós, naquela época, antes que existisse a internet, era o Whole Earth Catalog’, declarou ele à BBC. Brilliant estava iniciando sua carreira em Medicina em Detroit, nos Estados Unidos, quando desembarcou na Califórnia em 1967. Ele foi envolvido pela onda de ativismo político e pelo ‘Verão do Amor’ daquele ano, em São Francisco. Conheceu Steve Jobs aos 19 anos, em um ashram indiano, e a amizade perdurou para sempre.
Brilliant foi detido junto com Martin Luther King, enquanto marchava em defesa dos direitos civis, e contribuiu para a erradicação da varíola pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em meio a uma atmosfera de revolução e experimentações comunitárias, o ícone da contracultura da época, Stewart Brand, identificou a necessidade de reinventar a civilização.
Brand vivia em uma comunidade cuja aspiração era ‘reinventar a civilização, o que era corajoso e admirável’, recordou ele, em entrevista ao Museu Victoria & Albert de Londres. Ele percebeu que faltava conhecimento prático: ‘Ninguém sabia fazer nada, cultivar um jardim ou construir uma casa… nada de nada.’ Foi então que Brand decidiu ajudar esses hippies idealistas, trazendo sua perspectiva científica para o movimento.
Viajando pelos Estados Unidos, Brand coletou informações valiosas para essas comunidades e as compilou em um livro redigido com máquina de escrever e encadernado com cola e tesoura. O Catálogo Terra-Integral tornou-se um manual de instruções e uma enciclopédia da contracultura, com o subtítulo ‘acesso a ferramentas’ e uma imagem da Terra na capa, fruto de uma campanha liderada por Brand em 1966.
A introdução do livro proclamava: ‘Somos como deuses e é melhor nos acostumarmos com isso.’ O conteúdo abrangia resenhas, guias práticos e análises culturais, impressos em páginas densas de informações. Em uma época sem internet, o Catálogo Terra-Integral preencheu uma lacuna crucial, oferecendo acesso a conhecimentos e recursos que antes eram escassos.
Esse livro icônico desempenhou um papel fundamental na disseminação de ideias e na capacitação de comunidades em busca de autossuficiência e criatividade. O legado do Catálogo Terra-Integral perdura como um marco na história da contracultura e da busca por uma conexão mais profunda com a Terra e seus habitantes.
Fonte: © G1 – Tecnologia