Funcionários procuram melhores salários e condições: turnos, trabalho, contrato atual, diferencial, salário mínimo, horas extras, máquina pesada. Negociações sobre planos em andamento, crescimento, trabalho duro, funcionamento de balões vendidos, eleitores medida.
Cyn Carranza é uma das muitas trabalhadoras incansáveis que dedicam seu tempo a lustrar, limpar, encerar e esfregar os pisos da Disneylândia durante a madrugada, garantindo que os visitantes que chegam pela manhã se sintam como se fossem os primeiros a pisar ali. No entanto, a realidade por trás do brilho do Castelo da Bela Adormecida é dura, levando Carranza a passar quatro meses morando em seu ‘lar’ improvisado em um carro, devido à insuficiência de seu salário e dos ganhos de outros dois empregos para pagar um aluguel digno. A busca por melhores condições de trabalho e salários justos para Carranza e seus colegas na Disneylândia se intensificou, culminando na votação de 9.500 funcionários na sexta-feira passada, autorizando uma possível greve.
Com a aprovação praticamente garantida da votação, a liderança sindical enfrenta o desafio de decidir se irá deflagrar a paralisação. A greve não é apenas uma medida de pressão, mas sim um grito coletivo por justiça e dignidade no trabalho, representando a determinação dos trabalhadores em buscar melhores condições para si e suas famílias. A possibilidade de interrupção das operações na Disneylândia reflete a força e união dos funcionários em sua luta por um futuro mais justo e equitativo.
Greve no Disneyland Resort: possibilidade de paralisação preocupa trabalhadores
e planos em andamento no Disneyland Resort podem ser afetados por uma possível greve, a primeira em 40 anos no local. Autoridades da Disneylândia afirmaram que, caso haja uma greve, os parques continuarão operando com o mesmo nível de serviço esperado. Líderes sindicais indicaram que, se a greve ocorrer, provavelmente será de curta duração, ao contrário das greves prolongadas que interromperam produções de cinema e TV em 2023.
Votações de autorização de greve são comuns e geralmente recebem apoio esmagador. No entanto, a possibilidade de uma greve não garante que ela acontecerá, como foi o caso dos Teamsters na UPS no ano passado. A preocupação subjacente entre os trabalhadores é o contrato atual, que muitos consideram não proporcionar um salário digno.
Um exemplo é o salário de Carranza na Disneylândia, que é pouco mais de US$ 20 por hora, considerando o diferencial por trabalhar no turno da noite. Sua função é trabalhosa, envolvendo o manuseio de maquinário pesado e arrastando mangueiras de PVC. Carranza expressou sua frustração, mencionando que os balões vendidos no parque são mais caros do que seu salário por hora.
A partir de 1º de abril, o salário mínimo na Califórnia para trabalhadores de fast food é de US$ 20 por hora, o que impactou outras indústrias competindo pelos mesmos trabalhadores. Os eleitores de Anaheim aprovaram uma medida exigindo um salário mínimo de US$ 19,90 para os funcionários do resort a partir de janeiro de 2024. No entanto, trabalhadores argumentam que, em uma região com alto custo de vida, um salário de cerca de US$ 20 por hora ainda é insuficiente.
A situação levou alguns trabalhadores, como Carranza, a condições precárias, como viver em um carro. Para muitos, é difícil arcar com despesas básicas, como aluguel. Coleen Palmer, que trabalha no Disneyland Resort há 37 anos, testemunhou a mudança na acessibilidade na região. Ela relembra um tempo em que conseguia alugar um apartamento por um valor acessível, algo que hoje é um desafio.
A incerteza em torno da situação salarial e das condições de trabalho no Disneyland Resort reflete uma preocupação mais ampla sobre a justiça e a sustentabilidade no mercado de trabalho. Os trabalhadores esperam que suas preocupações sejam ouvidas e que medidas sejam tomadas para garantir condições dignas de emprego.
Fonte: © CNN Brasil