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CUBE.Inc: Refúgio para trocar varandas de apartamentos por telas de casas terceiras, em problemáticas vilas. Plano Diretor de altas construções: oferece troca de sepultadas casas de terra por rooftops, dentro do esquema de altura. (138 caracteres)
Em meio às terras rejeitadas pela urbanização desenfreada, surgem pequenos oásis de natureza intocada, resistindo bravamente à expansão urbana. Nestes locais, a biodiversidade floresce, criando um contraste marcante com a paisagem cinza das grandes cidades.
Apesar das terras rejeitadas, é possível vislumbrar um futuro sustentável, onde a harmonia entre a preservação ambiental seja uma realidade tangível. A conscientização da população e a implementação de políticas públicas eficazes são passos essenciais nesse caminho rumo a um equilíbrio duradouro;
Explorando terras rejeitadas;
Caminhando na contramão desta tendência, a CUBE Inc surge como um oásis para aqueles que anseiam por trocar a sofisticação das varandas gourmet dos apartamentos pela autenticidade das casas térreas. Inaugurada em 2017, a empresa imobiliária se dedica à criação de condomínios horizontais em regiões privilegiadas de São Paulo. Em vez dos tradicionais apartamentos, a companhia aposta na comercialização de residências que variam de 90 m² a 470m².
Desde sua fundação, a CUBE já finalizou a construção de 11 empreendimentos e tem outros três em fase de edificação. Cada um desses projetos comporta de 7 a 15 unidades habitacionais, com preços que oscilam entre 2 e 6 milhões de reais. Um desses empreendimentos é o CUBE Áurea, um condomínio erguido na Rua Áurea, situada na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo. Entregue em 2022, o empreendimento é composto por 11 casas que variam de 145 a 275 m².
Todas as residências oferecem 2 quartos, 2 banheiros e 2 vagas de estacionamento. ‘Embora as casas sigam um padrão, elas são adaptáveis. Se o residente desejar transformar a garagem em um espaço de convívio com churrasqueira, ele tem essa possibilidade’, assegura Octávio Moreira, CEO da CUBE.
Octávio Moreira, líder da CUBE, revela que já declinou propostas de investimento com o intuito de preservar a essência artesanal dos empreendimentos. Ele relata que a inspiração surgiu durante sua atuação na área de incorporação na empresa Gafisa, ao identificar uma lacuna: os terrenos que eram ignorados pelas grandes corporações.
‘Adquirimos terrenos que ninguém deseja, pois são desafiadores’, declara. ‘São áreas próximas a vilas e o Plano Diretor restringe a construção de edifícios altos ou em locais com casas tombadas, por exemplo’, enumera o executivo. A CUBE Campo Belo é um exemplo emblemático desse cenário.
‘O condomínio foi estabelecido em um terreno de 1.500 m² que uma grande construtora havia desistido de adquirir, pois estava inserido em uma vila e havia restrições quanto à altura dos edifícios’, exemplifica Octávio. Dessa forma, a empresa celebra a conclusão de 115 unidades e um VGV (Valor Geral de Vendas) total de 251 milhões de reais – aproximadamente R$ 22 milhões por empreendimento.
Embora os terrenos nos quais os condomínios são erguidos não despertem o interesse das grandes corporações, eles não são espaços simples de encontrar ou acessíveis. Por esse motivo, a CUBE aposta em um modelo de permuta para contornar os custos elevados. Foi por meio desse método que adquiriu um terreno de 500 m² no Itaim Bibi que pertencia ao renomado arquiteto Benedito Abbud.
‘Em troca do terreno, ele recebeu três casas no condomínio, as quais estão atualmente alugadas’, esclarece Octávio. Apesar dessa exceção, as propriedades construídas pela CUBE não são exatamente atrativas para investidores. ‘Eles tendem a preferir adquirir apartamentos compactos próximos a instituições de ensino e unidades de saúde, por exemplo. Com o valor de uma única casa, eles conseguem adquirir múltiplas unidades’, conclui Octávio.
Fonte: © Estadão Imóveis