Passageiros filmam buraco na fuselagem, provocando perda de pressão e acionamento das máscaras de oxigênio. Avião fez pouso de emergência.
A avaliação final do acidente divulgada pela empresa aérea Alaska Airlines, dos Estados Unidos, trouxe novos detalhes sobre o caso da porta desativada na parte traseira do Boeing que foi ejetada em pleno voo, em 5 de janeiro. A companhia ressaltou a importância da manutenção preventiva das aeronaves e reforçou o compromisso com a segurança dos passageiros e tripulantes.
O relatório final da investigação revelou que a ejeção da porta ocorreu devido a uma falha mecânica inesperada. A análise final apontou medidas corretivas que já foram implementadas para evitar que incidentes semelhantes ocorram no futuro, demonstrando o comprometimento da Alaska Airlines em garantir a segurança operacional de sua frota.
O avião que proporcionou a avaliação final do acidente
Na data, passageiros a bordo do avião fizeram vídeos mostrando o buraco aberto na fuselagem quando um painel do lado esquerdo se soltou e saiu voando (veja mais abaixo). Imediatamente o avião perdeu pressão e as máscaras de oxigênio foram acionadas.
Ninguém ficou ferido após o acidente, mas um menino pequeno sentado no assento do meio teve a camisa sugada pela força do vento.
Relatório final sobre a suspensão temporária do modelo de avião
A criança sobreviveu porque estava com o cinto afivelado. Em razão de a porta ‘falsa’ ter sido ejetada, o avião da Alaska Airlines sofreu uma despressurização em voo quando estava em procedimento de subida, a 4.975 metros de altitude, e teve que fazer um pouso de emergência em Portland —cerca de 20 minutos depois de ter decolado do mesmo aeroporto.
Havia 171 passageiros e seis tripulantes a bordo. Vale lembrar que a porta que abriu não era utilizada como saída, de acordo com o site FlightRadar24.
Análise final e divulgação do relatório final
Por não estar em uso, não estava sinalizada como porta, o que explica alguns passageiros terem relatado que parte da fuselagem ou da parede do avião se abriu no ar. Desde então, a Agência de Aviação dos Estados Unidos determinou a suspensão temporária do modelo de avião.
A reguladora Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) ordenou que ao menos 171 dos 218 aparelhos em circulação do Max 9 permanecessem em terra até concluir sua inspeção nesses aparelhos. Em 26 de janeiro, porém, a empresa afirmou que iria voltar a usar seus aviões do modelo.
Impacto da avaliação final do acidente nas operações aéreas
Em uma mensagem publicada em seu site, a companhia indicou que com o voo 1146, entre Seatle e San Diego, iniciaria naquele dia o retorno gradual ao serviço de sua frota de 65 aviões 737 MAX 9. A normalização das operações da frota ocorrerá no início de fevereiro.
Esse modelo já tinha sido suspenso depois de 2 acidentes, em 2018 e 2019, que mataram centenas de pessoas, e só voltou a voar depois que a Boeing solucionou a falha num software na cabine. A Boeing pagou ao governo americano uma multa de US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 12 bilhões), por causa desses acidentes.
Não impacto das operações aéreas brasileiras na avaliação final do acidente
A Agência Nacional de Aviação Civil afirmou que as companhias aéreas brasileiras não usam o Boeing 737 Max 9, e que a determinação da agência de aviação americana não tem impacto sobre as operações aéreas no Brasil.
Fonte: © G1 – Globo Mundo
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