TikTok, Instagram, Facebook, Snapchat e YouTube são alvos do processo por características viciantes e problemas de saúde mental. Plataformas digitais são responsáveis por indenização monetária.
O impacto das redes sociais na saúde mental tem sido tema de muitos estudos e discussões nos últimos anos. O uso excessivo das plataformas e a exposição constante a conteúdos que podem gerar ansiedade e comparações têm levantado preocupações sobre os efeitos negativos na saúde mental dos usuários. É importante que as pessoas estejam conscientes do impacto que as redes sociais podem ter em seu bem-estar psicológico e busquem formas saudáveis de utilizá-las, estabelecendo limites e priorizando o cuidado com a saúde mental.
Muitas plataformas exploram algoritmos e estratégias para manter os usuários engajados, o que nem sempre é benéfico para a saúde psicológica. É fundamental que as empresas responsáveis por essas redes sociais considerem as questões mentais dos usuários em suas práticas e busquem promover experiências mais positivas que contribuam para a saúde da mente. As discussões sobre o papel das redes sociais na saúde mental devem continuar, visando a conscientização e a busca por soluções que promovam o bem-estar dos usuários.
A cidade de Nova York processa redes sociais por exploração da saúde mental
A cidade de Nova York está processando diversas redes sociais, alegando que os designs de suas plataformas exploram a saúde mental dos jovens e custam à cidade US$ 100 milhões em programas e serviços de saúde relacionados todos os anos. O processo contra TikTok, Instagram, Facebook, Snapchat e YouTube afirma que as plataformas são responsáveis pelo aumento nos problemas de saúde mental entre os jovens, impondo ‘um grande fardo às cidades, às escolas e aos sistemas hospitalares públicos que prestam serviços de saúde mental aos jovens’, incluindo depressão e transtornos suicidas.
Riscos das plataformas digitais à saúde psicológica
Um número crescente de famílias processou empresas de redes sociais, estados e municípios dos EUA, alegando impacto na saúde mental de seus filhos. Durante uma conferência de imprensa, o prefeito Eric Adams enfatizou que Nova York é a primeira grande cidade americana a chamar a atenção para o perigo das mídias sociais de forma clara, buscando indenização monetária e alívio equitativo para financiar a educação preventiva e o tratamento de saúde mental.
Empresas de redes sociais e seus esforços para apoiar a saúde mental
Meta, empresa controladora do Instagram e do Facebook, disse que oferece mais de 30 ferramentas e recursos para apoiar os usuários e seus pais, enquanto Snap ressaltou que sua plataforma foi ‘projetada intencionalmente para ser diferente da mídia social tradicional’. A preocupação com as características ‘perigosas’ e ‘viciantes’ das redes sociais levou a cidade de Nova York a tomar essa ação ousada em nome de milhões de nova-iorquinos.
Nova York busca indenização e alívio equitativo
O processo é uma tentativa de responsabilizar as empresas de redes sociais pelo impacto na saúde mental de crianças e jovens. No entanto, nos EUA, é difícil processar plataformas de redes sociais devido à lei federal ‘Seção 230’. Em contrapartida, a Lei dos Serviços Digitais da União Europeia permite processar empresas com até 6% de suas receitas mundiais se violarem a lei.
Fonte: © CNN Brasil